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Por Danielle Bohnen
A energia nuclear, também conhecida como energia atômica é tema de uma grande polêmica mundial sobre as vantagens e a alta periculosidade que envolve a questão do seu uso para a geração de energia elétrica.
Nem todo mundo sabe, mas energia nuclear está presente no nosso dia-a-dia, seja na medicina e na indústria como na agricultura. Portanto é uma energia capaz de salvar vidas ou destruir milhares ao mesmo tempo com a construção de bombas atômicas, tudo depende de como é manejada.
A Energia nuclear nada mais do que a energia liberada durante a fissão ou fusão do núcleo de um átomo. No primeiro caso, o núcleo atômico se subdivide em diversas partes, já o segundo, pelo menos dois núcleos se unem gerando um terceiro, mas, apesar de gerar grande quantidade de calor, isso acontece de forma desordenada e incontrolada, por isso, esse procedimento é utilizado na construção de bombas atômicas, mas não serve para geração de energia elétrica. Já a energia obtida por fissão, que pode ser convertida em eletricidade, não utiliza combustíveis fósseis, portanto não libera gases tóxicos, o que não contribui para o efeito estufa.
Fonte: Plano Brasil
A energia obtida é muito maior do que a liberada em processos químicos, que têm como base a utilização das áreas externas do átomo, ou seja, a liberação e atração de elétrons. Alguns elementos químicos têm isótipos capazes de grandes reações nucleares e, dessa forma, emitir grande quantidade de energia. Essa reação nuclear trata-se da modificação da composição do núcleo atômico de um elemento, o que pode leva-lo a transformar-se em outros elementos. Em alguns elementos isso acontece de forma espontânea, já outros necessitam de técnicas de bombardeamento de nêutrons.
Esquema de funcionamento das usinas tipo PWR - Fonte: Eletronclear
A energia nuclear é utilizada para a obtenção de energia elétrica, esse processo vem sendo utilizado em diversos países pelo mundo. Tem a vantagem de ser menos poluente que outras fontes, como a queima de combustível, e requer um espaço reduzido, sendo possível sua instalação próxima de centros consumidores, o que ajuda a reduzir o custo com distribuição. Portanto, é uma opção para suprir a demanda cada vez maior, de energia elétrica do mundo hoje.
A Energia nuclear é utiliza principalmente por países pobres em recursos naturais. A sua utilização aumento em de 3% para 17% em apenas 30 anos. A maior barreira existente para a construção de usinas nucleares é o seu alto custo, tanto de estruturação quanto de manutenção. A França lidera com 75% do total de geração de energia elétrica, seguida do Japão com 30%.
Como acontece
As usinas nucleares geram calor através de transformações dos átomos. O calor gerado aquece a água do circuito primário, depois entra pelos tubos do Gerador de Vapor e dessa forma se vaporiza em alta pressão, assim faz girar o conjunto de turbinas que por sua fez está ligado a um gerador elétrico, que produz a energia elétrica a ser distribuída.
Tubos de vapor
O elemento mais utilizado para a geração de eletricidade em usinas nucleares é o Urânio. Quando está em estado de metal, ele é mais pesado que o chumbo e um pouco menos duro que o aço e é extremamente inflamável.
Grau de Periculosidade
A energia nuclear é extremamente perigosa e já houve acidentes gravíssimos envolvendo vazamento de produtos tóxicos. O mais conhecido deles aconteceu na Usina de Chernobyl, na ex-URSS, atual Ucrânia, que causou centenas de milhares de mortes e doenças continuaram a assolar população durante anos após o acidente, em consequência da radiação. Outro problema apareceu na usina de Three Mile Island EUA. Um dos reatores abriga uma bolha de vapor que pode causar uma explosão e espalhar radioatividade por milhares de quilômetros.
Bomba atômica que assolou Nagasaki em 1945
Portanto, essa tecnologia é pouco aceita pela população, já que os riscos de acontecerem novos acidentes ainda é grande. Além do perigo que significa para a sociedade, é um veneno cruel ao meio ambiente, que sofre durante milhões de anos para reverter os danos causados.
Nagasaki depois do ataque
Apesar de não causar danos como o efeito estufa por não liberar gases tóxicos, o resto que sobra do processo, o chamado lixo atômico, não tem como ser reabsorvido pela natureza e deve ficar sob vigilância estrita durante milênios, pois o urânio tem meia-vida que pode levar bilhões de anos. Hoje em dia, apesar dos avanços para melhoria das técnicas, ainda não temos nenhuma técnica segura para o armazenamento do lixo nuclear, que consiste em Plutônio, um veneno quase eterno, mesmo assim, os países desenvolvidos pesquisam formas de armazenamento também eternos. Outro fator pouco discutido é a erosão do solo causado pela exploração de urânio natural, responsável pelo deterioramento do meio-ambiente da região.
No Brasil
A tecnologia nuclear entrou em terras tupiniquins na década de 50, através do Almirante Álvaro Alberto. Foi criado, nessa época, o Conselho Nacional de Pesquisa e importadas da Alemanha duas ultracentrifugadoras para enriquecimento de urânio.
Urânio enriquecido
Porém, o planejamento de uma usina nuclear no Brasil só aconteceria em 1969. O objetivo não era substituir a energia hidráulica, mas sim, descobrir novas fontes de energia e entender a nova tecnologia tão largamente usada na Europa. A usina Angra 1 começou a ser construída e pouco tempo depois o Governo Federal autorizou a ampliação do projeto, feito pela empresa Furnas, construindo a Angra 2.
A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA) encontra-se no Estado do Rio de Janeiro, na região de Angra dos Reis e é o único complexo nuclear do país. A sua localização não foi escolhida à toa, está instalada em uma localidade próxima dos maiores centros consumidores: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, a fim de evitar perdas com linhas de transmissão muito longas. Além disso, a proximidade com o mar é de extrema importância, pois como a água é responsável por movimentar e refrigerar a usina, é ideal que seja construída perto de lugares que ofereçam água em abundância como é o caso do oceano e dos rios.
Central Nuclear Almirante Alvaro Alberto - Fonte: Eletronuclear
A empresa responsável pela operação das usinas do complexo Angra é a Eletrobrás Termonuclear-Eletronuclear. As duas usinas do complexo têm juntas capacidade instalada de 2.007 MW, essa energia é destinada aos principais centros consumidores, correspondendo a 3% de toda a energia consumida no Brasil e 50% do Rio de Janeiro. A conclusão da Usina Angra 3 aumentará para 80% o total de energia consumida pela Rio de Janeiro, mas não aumenta o percentual de participação em nível nacional.
Radioterapia: aplicação da energia nuclear na Medicina
Fonte:
Cola da Web
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