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Por Danielle Bohnen
A eletricidade é um fenômeno natural que ocorre no céu, na terra e em todo o planeta, mas, o que poucos sabem é que ela está presente também nos corpos dos seres vivos, inclusive dos seres humanos e vegetais. As células biológicas são capazes de produzir correntes elétricas nos tecidos, tais como, nervos e músculos. A esse fenômeno dá-se o nome de Bioeletricidade ou bioeletromagnetismo.
As células neurais e musculares são induzidas por fatores de ação, ou seja estímulos mecânicos, enquanto que as demais células produzem uma reação química em sua membrana gerando uma corrente. Na realidade, a eletricidade é um processo natural no qual todas as células são responsáveis, por traduzirem as ações e reações do organismo em impulsos elétricos, tais como: dor, calor, sentimentos, sensações, etc.
A eletricidade é responsável por manter a comunicação entre as células e sua corrente só é possível devido às substâncias diluídas em solução que percorre todo o nosso corpo. Pois essas substâncias quando se diluem liberam elétrons na água, dessa forma, os movimentos dos íons na substância é a própria energia utilizada pelo organismo. No caso das células neurais, o processo é feito por osmose. A membrana controla o fluxo de elementos internos da célula produzindo um movimento por canais gerando, assim, eletricidade. As células também tem a capacidade para armazenar a energia produzida pela corrente.
Os povos antigos já notavam que certas reações do organismo e de certos animais produziam uma sensação distinta, porém, a bioeletricidade é atribuída às descobertas de Luigi Galvani, um médico italiano que fazia suas pesquisas com rãs dissecadas. Quando um de seus assistentes tocou o nervo de uma rã com um objeto metálico, essa produziu um movimento muscular. Tal observação intrigou ao mestre que passou a investigar a relação existente entre eletricidade e as células biológicas. Por isso, os estudos feitos nessa área levam o nome de galvinismo.
 
Luigi Galvani
Alguns animais são capazes de sentir o campo eletromagnético da Terra ou de outros seres. No primeiro caso temos o exemplo dos pássaros que se orientam pelo eixo norte-sul através das ondas do planeta. No segundo caso, podemos citar o tubarão. Esse animal é dotado de sensores no focinho que detectam o mínimo sinal elétrico, imperceptível aos seres humanos, de grandes animais e de pequenos peixes. Esses sensores são chamados de Ampolas de Lorenzini que são pequenas aberturas recheadas com uma substância gelatinosa que recebe os sinas elétricos, enviando-os, em seguida, ao cérebro.
 
Pássaros
 
Tubarão branco
Na natureza podemos encontrar ainda, fenômenos incríveis de peixes e arraias que são capazes não só de produzir como gerar uma corrente elétrica no ambiente. No caso dos peixes, o seu corpo é capaz de armazenar a energia gerada pelos músculos e, ao receber um estímulo externo, produz a descarga elétrica. Os motivos pelos quais levam esses animais a terem esse tipo de comportamento podem ser muitos, como, por exemplo, defesa, caça e acasalamento. A maioria desses peixes encontram seu habitat natural em águas escuras, turvas e profundas, tanto salgadas quanto doces. Geralmente tem a visão limitada e movimentos lentos, isso explica o porquê de terem desenvolvido um comportamento tão excepcional. A corrente elétrica, geralmente começa na cabeça e corre em direção à cauda e se espalha, em seguida, pelo ambiente.
 
Arraia
O peixe que apresenta o choque mais forte entre todos é o Poraquê que vive em mar africano. Esse animal tem a capacidade de gerar uma descarga elétrica de 600 watz. Apesar de não existir relatos sobre mortes devido a essa descarga, ela pode causar paralisia e, consequentemente, afogamento. É fácil notar que os animais que produzem choque elétrico vivem na água, porque nesse meio é mais fácil criar o campo eletromagnético e mais do que isso, expandi-lo. Se esses animais vivem na atmosfera, o choque só seria possível em contato direto com o corpo do animal.
 
Poraquê africano
O campo elétrico gerado por esses animais é responsável, também, por dar-lhes todas as informações sobre o ambiente que os circunda. Todos os objetos, animais, plantas e mudanças de qualquer natureza são captados por esse campo. O que acontece é que todos esses estímulos deformam o campo elétrico de forma a passar detalhes do meio, tais como forma, volume, tamanho, se está vivo, morto, se é planta, outro peixe ou uma ameaça.
A eletricidade, como acreditava Galvani, está de alguma forma ligada à vida. É certo dizer que se não fosse por todos esses processos sensíveis e delicados de cada célula do nosso corpo e dos corpos dos outros seres vivos, ela nunca seria possível.



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