Benjamin Franklin: o homem e a ciência
Data: 31/05/2010

 

Por Danielle Bohnen
 
Ao contrário do que muitos pensam, Benjamin Franklin não foi apenas o “maluco” que soltou uma pipa em um dia de tempestade para desenvolver as teorias sobre energia elétrica e ter seu nome imortalizado nos livros de física e engenharia. Muito mais do que isso, é uma figura que teve um papel importante para os Estados Unidos e para o mundo todo. Sendo um personagem fundamental do iluminismo.
Nascido em Boston, em 1706, Franklin era o 15º filho entre os dois casamentos de seu pai, o comerciante de velas e ceras, Josiah Franklin. Aos dez anos de idade viu-se obrigado a deixar os estudos para ser ajudante do seu irmão que era impressor do jornal “New England Courant”. Durante os anos que passou com o irmão, chegou a ser o principal editor do jornal, escrevendo inclusive, uma coluna passando-se por uma viúva de meia idade. Apos uma discussão com o seu irmão, Franklin deixa Boston e estabelece-se na Filadélfia, em 1723. Dez anos mais tarde publica o “Poor Richard`s Almanac”, no qual cita provérbios conhecidos até os dias de hoje por todo o mundo. Na mesma época junta recursos com outros maçons e criam a primeira biblioteca pública do Estado. Fundaram juntos uma empresa para trazer e publicar livros de diversos assuntos, principalmente educação teologia.
Em 1758 já não escrevia mais o almanaque, dessa forma criou a publicação considerada uma das mais importantes da America da época colonial: “ O sermão do pai Abraão”. Na mesma época fundou a Universidade a Pensilvânia e a sociedade filosófica americana a fim fomentar e incentivar pesquisas e estudos nas áreas de ciência e comunicações. Foi durante este período que passou a interessar-se pela ciência estática, vendeu sua parte na empresa para dedicar-se aos estudos, e inicou diversos experimentos e pesquisas na área da física. Como, por exemplo, o famoso experimento com a pipa de 1752, dessa forma identificou as cargas como positivas e negativas, assim como provou que os raios são de natureza elétrica. Com isso inventou o primeiro para-raios que até hoje são largamente utilizados nas residências. Suas descobertas ganharam o mundo, assim recebeu nomeação da Royal Society e ganhou a medalha Copley.
Alem da eletricidade, Franklin teve um papel fundamental para a área da meteorologia, pois, ao visitar o mercado local em busca de notícias para o jornal, escutou que uma tormenta que estava em uma determinada região poderia chegar até ali. Intrigado com o fato de que as tormentas podem mover-se realizou diversos estudos e criou os “mapas sinópticos”. Esses mapas consistem em informações a cada 3 horas de horário sinóptico mundial, sobre os movimentos da atmosfera terrestre. Ou seja, onde estão formando-se tempestades sua pressão para onde tendem ir, são é frias ou quentes, quando vão resolver-se e de que maneira, etc. Assim torna-se possível a previsão do tempo para vários dias, tanto para navegação e agricultura quanto para turismo e alerta de desastres naturais.
Em 1751 junto do Dr. Thomas Bond, fundaram o primeiro hospital público da colônia, o Hospital da Pensilvânia. Na mesma época criou o primeiro corpo de bombeiros formado por voluntários. Sua participação na política foi muito marcante para o que mais tarde seria um país, Estados Unidos da América, pois alem de fundar instituições públicas importantes, foi responsável pela reforma dos correios e pela comunicação entre as colônias e a Grã-Betanha, como embaixador das colônias do Reino Unido, depois da independência americana tornou-se representante dos Estados Unidos na França. Durante o processo de independência Franklin teve um papel fundamental, já que alem de ser um abolicionista radical, foi responsável por redigir a “Declaração de independência” e a Constituição.
Em 1785, de volta à sua terra natal, recebeu a honra de ter um retrato pintado pelo artista Joseph Siffred Duplessis encomendado pelo rei como um dos mais importantes heróis da independência. O retrato está atualmente exposto na Galeria do Retrato Nacional em Washington. Faleceu as 84 anos na Filadélfia, em 1790, e para o seu funeral compareceram 20 mil pessoas.
 
Fonte:
Wikipédia